O pai que se tornou mãe

Exercício de completamento de texto (Delfina Amado)

  
Depois de leres o conto «O pai que se tornou mãe», de José Eduardo Agualusa, tenta resolver este exercício.
Escreve nos espaços em branco as palavras adequadas. Clica em "Verificar" para verificar as respostas.
Há muito, muito tempo, no tempo em que os Homens ainda não falavam, no tempo em que os ainda andavam pela terra, nesse tempo vivia no mar um de cavalos-marinhos. Ele chamava-se Mário, ela Maria. Ela chamava-lhe Márinho, ele chamava-lhe Mariaminha. Mário e Maria andavam sempre juntos. O , para eles, era um imenso jardim. Naquele tempo estava tudo no , todas as coisas eram e brilhavam (como um par de sapatos acabados de ). Mário e Maria gostavam de passear, de descobrir animais , paisagens perdidas, outros mares.
- Olha, Márinho! – gritava Maria espantada – vê como bonitas!...
Eram . Bailavam lentamente entre as algas, desapareciam nas ondas, pareciam feitas apenas de e de luz.
- Também se chamam alforrecas ou águas-vivas – disse-lhe Mário. – Não têm boca mas .
Maria gostava do nome águas-vivas. Mário explicou-lhe que elas se chamam assim porque Deus, para fazer a primeira criatura, misturou a água com o lume e a isto juntou barro. Porém, antes de juntar o barro, caiu-lhe das um pouco de água, e Ele percebeu que essa água já estava viva: era uma alforreca. Por isso, porque Deus não chegou a dar-lhes forma, é que as alforrecas são animais tão simples - não têm boca, não têm braços nem pernas. Mas por causa do lume queimam quando tenta agarrá-las.
Maria também gostava das . Eram grandes como montanhas, mas muito delicadas, e não faziam a ninguém. Cantavam ao amanhecer, brincavam com os filhos, juntavam-se para ver o espectáculo do .