A exploração de duas obras literárias -«O mundo em que vivi» de Ilse Losa e «O Diário» de Anne Frank- e a sua contextualização na época- o holocausto, os horrores da Segunda Guerra Mundial- são a base de sustentação desta proposta de construção de um espectáculo interdisciplinar (Língua Portuguesa, História e Educação Visual) que é o desafio que te lanço.
«Sabes que já há muito tempo o meu desejo mais profundo é o de me tornar um dia (…) uma escritora célebre» (Anne Frank, 11 de Maio de 1944). O sonho de Anne Frank realizou-se depois da sua morte. Hoje, ela é uma escritora célebre. No mundo inteiro, há leitores que conhecem o seu diário. Por ter descrito com tanto rigor o que lhe aconteceu, Anne Frank tornou-se o símbolo do destino de milhões de judeus durante a 2ª Guerra Mundial, mas também todas as pessoas que hoje sofrem perseguições por causa da sua origem, da cor da pele ou das suas convicções.
Ilse Losa, judia também, passou pelas mesmas angústias do seu povo e teve apenas cinco dias para abandonar a Alemanha, só porque tinha aspecto ariano (tez clara e cabelos loiros).
A sugestão que apresento é que a narradora principal do espectáculo seja a escritora Ilse Losa que lê as páginas de um diário, supostamente escrito à Anne, a segunda narradora, que aparece a ler excertos do seu próprio diário.
O espectáculo incluirá, assim, dramatização de excertos da obra «O Mundo em que vivi» de Ilse Losa, leituras do «Diário» de Anne Frank, projecção de animação/ PPT da história «Blurry, o Descobridor do Mundo» de Anne Frank, declamação / leitura de textos, podendo ainda haver outras formas de expressão: uma coreografia, por exemplo. Em simultâneo, far-se-á uma exposição de todos os trabalhos elaborados.