Flipgrid: Crie uma rede vídeo e desafie os alunos

FlipGrid
logótipo FlipGrid

Envolva e dê voz a todos, na sua sala de aula ou em casa, partilhando vídeos curtos com desafios para os seus alunos. Fomente o debate, a reflexão e a crítica argumentativa de temas da atualidade ou conteúdos curriculares, apoiando-se em vídeo gravado online ou outros recursos multimédia ou imagens e texto próprios ou existentes na biblioteca do sistema, designada por Disco Library.

Flipgrid - Página inicial
Flipgrid – Página inicial

O que é a FlipGrid?

A Flipgrid é uma rede que permite criar pequenas comunidades seguras em torno de uma turma ou pequeno grupo, liderado e controlado por um professor. O nome remete para um modelo pedagógico de sala de aula invertida (Flipped Classroom) e pode muito bem ser a sua primeira incursão nesta metodologia. A experiência pode ser muito enriquecedora e ajudar a cimentar o espírito de grupo e de comunidade de aprendizagem, potenciando a intervenção de todos e a participação autónoma. No entanto, convém ter algumas precauções, normais nas redes sociais, nomeadamente as que o próprio serviço sugere.

Sim e Não!

  • Leia a Política de Privacidade e os Termos de Utilização da Flipgrid.
  • Siga as políticas da sua escola ao utilizar a aplicação e certifique-se de que o que for postado não coloca em causa a privacidade individual, é educacionalmente significativo e adequado ao currículo dos alunos.
  • Apague os conteúdos dos alunos quando a turma já não precisar dele ou quando sair da escola.
  • Recolha previamente os formulários de consentimento dos alunos ou encarregados de educação, conforme o caso, antes de lhes dar acesso à plataforma, preenchidos. Os formulários de consentimento são preparados para alunos menores de 13 anos.
  • Cumpra todas as solicitações que forem feitas pelos alunos ou pais para remoção de conteúdo da Flipgrid.
  • Não partilhe informações dos alunos fora da sala de aula ou da comunidade escolar.
  • Não utilize a Flipgrid para sugerir que os alunos façam compras.

Se precisar de um resumo em Português, descarregue aqui.

Apesar de não estar em Português, a interface é bastante simples de utilizar e rapidamente se consegue compreender o funcionamento e a lógica das interações. Adicionalmente, o sistema tem um conjunto muito vasto de recursos suscetíveis de serem utilizados em debates de aprendizagem, podendo rapidamente ser associados a um tema, traduzidos no próprio interface e partilhados com os alunos.

Pronto para começar?

Percorra a galeria para conhecer melhor esta ferramenta deveras interessante.

O Ciclo Grid

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Compreenda como funciona a FlipGrid.

URL: https://info.flipgrid.com/

Sugestão:
Comece por criar uma conta de acesso à Flipgrid e experimente gravar online um pequeno vídeo (não é possível exceder um minuto e meio). Depois adicione um aluno e teste para compreender o mecanismo de interação.
Siga as precauções de segurança e privacidade e comece um debate sobre uma assunto inócuo para que os seus alunos aprendam a utilizar a ferramenta. Apague imediatamente qualquer mensagem desadequada para não fomentar o caos muito habitual neste tipo de redes. Se conseguir levar um debate a bom termo, terá aqui uma ferramenta muito interessante para levar um pouquinho de inovação à sala de aula, real ou virtual.

UE: Espaço de Aprendizagem

Espaço de Aprendizagem da UE
UE - logótipo
Logótipo da U.E.

Ora aqui está um site (tímido) de apoio à aprendizagem, principalmente sobre temas europeus, a lembrar uma iniciativa dos finais do século passado: o ZAP. Quem se lembra? Bem, este está atualizado e, apesar de um acento mal colocado logo na segunda letra do conteúdo do site, vale a pena explorá-lo!

Destinado a um público diverso, reúne-se aqui um conjunto de recursos que cobre variados temas de interesse e faixas etárias, sem esquecer os materiais didáticos, os jogos e as publicações que se podem encomendar (algumas) ou descarregar (outras).

Europa para todas as idades
Recursos educativos organizados por faixas etárias.

Explorar o Espaço de Aprendizagem da UE

Quem não quiser demorar muito a encontrar algo interessante, pode ir diretamente às “gavetas” deste Espaço de Aprendizagem da União Europeia, ou pode percorrer a lista de recursos, aplicar filtros de pesquisa e fazer mineração neste sítio razoavelmente agradável, mas lento.

Materiais didáticos

Jogos, atividades lúdicas e recursos didáticos

Entre jogos mais ou menos divertidos (alguns bem difíceis de concluir! Descubra porquê!), e navegação pelo mapa europeu, incluindo pelas suas 24 línguas oficiais. Não é muita língua?

Puzzle UE
Jogo: Puzzle da UE

Num território tão vasto, tão diverso, tão misterioso, tinha que haver lugar para relembrar os nossos antepassados e aproveitar o tema para umas atividades educativas. Bem pensado!

Lembranças dos avós
Jogo com atividade de sequenciação e relacionamentos.

Para os mais “afoitos” ou mais desertos por ação, também há muito onde usar o tempo livre. A sós ou com amigos. Explore a Europa. Descubra-a.

Jogo: À descoberta da Europa.
Jogo e atividade para os mais pequenos (e maiores, também).

A propósito de Europa. E que tal descobrir porque é que tem este nome? E como nasceu? E como cresceu? E…? Está lá tudo, é só pesquisar.

Aqui chegados, viva a Europa!

Espaço de Aprendizagem da UE
Aspeto da entrada no Espaço de Aprendizagem. Simpático!

Sugestão: Neste tempo de quarentena, porque não dá um passeio pela Europa e pelo seu Espaço de Aprendizagem? Talvez se surpreenda. Vai encontrar ideias, projetos, sugestões, recursos, materiais didáticos digitais ou para imprimir, entre toneladas de coisas úteis. Vale a pena fazer um roteiro temático para os mais novos e deixá-los explorar, responder a quizzes, jogar, divertirem-se a aprender algumas palavras noutras línguas, nossas vizinhas. Pais e professores, podem esclarecer aqui as suas dúvidas sobre a Europa e corar de vergonha sobre o pouco que sabem da nossa pátria alargada.

URL: https://europa.eu/learning-corner/home_pt

Aprender música, em casa!

Chrome Music Lab
Chrome Music Lab
Logótipo de Chrome Music Lab

Pois! Até parece mentira, mas é verdade cristalina! Aprender música em casa e divertir-se ao mesmo tempo não é para todos, infelizmente… Mas pode as coisas estar confinado não tem que ser sempre aborrecido, principalmente se tivermos à mão o site de experimentos do projeto Chrome Music Lab. Isso mesmo! Um laboratório musical que corre no navegador Chrome (Google) mas também noutros. É só experimentar.

Então, aqui está a página inicial deste laboratório ambulante cheio de mistérios e surpresas agradáveis. É explorar, freguês! É explorar!

Basicamente, aborda-se ritmo, melodia e acordes. Em simuladores muito cativadores e realistas ou extraterrenos. Podem criar-se canções com música e voz. Pode ir-se tão longe quanto Levi Niha, ou além disso!

Levi Niha é muito divertido e o que ele descobriu com o Music Lab é estonteante.

Vamos lá?

Site do Chrome Music Lab
Aspeto da página de entrada do Chrome Music Lab

Aqui podemos divertir-nos a sério e experimentar sensações incríveis. Não acredita? Então veja isto.

Percussões

Percussão
Uma das páginas de experimentação com percussões.

E aqui está o resultado da percussão. Clique.

Arpejos, harpejos ou arpeggios?

Arppegios
Arpejos: notas tocados à maneira da Harpa.

Diz a Wikipedia que o Arpejo é um conjunto de notas musicais tocadas em sequência, uma a uma. Poderemos acreditar? Porque não experimentamos?

Kandinsky? Abstração musical

Kandinsky
Kandinsky. Desenhe e oiça o que desenhou!

Parece interessante, não parece? E se experimentarmos ainda mais? Vamos fazer uma “musiquinha”?

Song Maker

Ah, ah! Há entusiasmo?

Então, ‘bora lá!

Sugestão: Comece por explorar as percussões. Navegue dentro do experimento e vá modificando o ritmo. Coloque uns auscultadores, oiça uma música popular portuguesa, um samba, um batuque… o que tiver à mão e tente descobrir um padrão no ritmo. Depois, tente reproduzi-lo com tambores, baterias, timbales ou caixas, ou… Deixe que os mais pequenos se aventurem nesta selva. Mesmo os que não percebem nada de música, vão perceber que gostam. Espetáculo, Kandinsky.

URL: https://musiclab.chromeexperiments.com/

Centro de recursos para casa

Twinkl
Logótipo Twinkl
Logótipo do Twinkl

O Twinkl é uma espécie de centro de recursos para trabalhar em casa mas pode muito bem ser usado em complemento ou parte integrante de um plano de atividades mais diversificadas. Na realidade, a única face digital deste recurso é o facto de estar em suportes digitais porque, na realidade, a maioria das propostas destina-se a utilização tradicional: imprimir e usar.

Não há mal nenhum nisso! Para os mais jovens é até aconselhável usar estes manipuláveis para desenvolver a motricidade e alguma destreza com lápis e tesoura.

URL: https://www.twinkl.pt/resources/recursos-de-ensino-portugal

Sugestão: Explore previamente os recursos disponíveis e depois faça uma lista-índice dos que lhe são úteis para utilizar com os seus alunos ou para recomendar aos pais. Quando se sentir inspirado, crie os seus próprios recursos (pode guardá-los na sua conta, partilhá-los e transferi-los em PDF). Desafie os seus alunos com atividades que exijam diferentes competências: pintar, recortar, colar, jogar… Encontrará aqui inúmeras ideias para jogos de tabuleiro e com dados associados a conteúdos curriculares.

Planeamento de tarefas

Trello
Logótipo Trello
Logótipo Trello

Existem inúmeras ferramentas online capazes de ajudar na organização e acompanhamento de tarefas. Algumas são muito completas e complexas, outras muito simples e fáceis de utilizar. São uma ajuda fantástica para
pôr alguma disciplina no trabalho de grupos e para manter uma supervisão atualizada do andamento das tarefas.

A proposta seguinte constitui na utilização do Trello (https://trello.com/), podendo partilhar-se a sua utilização por grupos ou individualmente. A interface pode definir-se para Português do Brasil, o que constitui uma vantagem para quem não domina outro idioma.

Clique nas setas de navegação da galeria para ter uma ideia de como funciona o Trello. Caso prefira, pode descarregar um ficheiro PDF com as imagens anotadas.

URL: https://trello.com/

Sugestão: Familiarize-se com a ferramenta antes de convidar outros utilizadores (alunos ou colegas). Depois comece por adicionar uma tarefa simples e vá registando o progresso. Quando propuser aos seus alunos o desenvolvimento de trabalhos em grupo, pode utilizar esta ferramenta para ir acompanhando o andamento da tarefa. Mas, não esqueça que os alunos têm que ter mais de 13 anos de idade para poderem utilizar ferramentas online (e para ter correio eletrónico).

Biblioteca Digital DGE

Biblioteca Digital
Biblioteca Digital DGE
Logótipo da Biblioteca Digital da DGE

A Direção-Geral da Educação disponibiliza uma Biblioteca Digital dinâmica de Recursos e Ferramentas com finalidades educativas que vale a pena explorar.

O acervo ainda pouco extenso, a ser atualizado em permanência, inclui guiões de atividades organizadas por níveis de ensino e disciplinas, sendo também possível pesquisar por palavras-chave. Os recursos e ferramentas são previamente validados.

Biblioteca Digital - Página de entrada

URL: https://bibliotecadigital.dge.mec.pt/

Se tem trabalho desenvolvido que considere útil partilhar com outros colegas e estiver disponível para colaborar na Biblioteca Digital DGE, contacte o CCTIC.IEUM para efetivar essa colaboração…

Streaming de aulas no YouTube

XSplit Broadcaster
Logótipo XSplit

Pode fazer o streaming de uma aula em vídeo, utilizando qualquer do software que propusemos anteriormente, OBS ou XSplit Broadcaster, diretamente para um canal do YouTube. Percorra a galeria abaixo para obter ajuda passo a passo sobre como utilizar o XSplit Broadcaster.

Sugestão: Planeie previamente a sua aula.
– Reúna todos os documentos de que vai precisar, tais como, Apresentações Eletrónicas, Pastas de imagens para fazer um slideshow, Abra um navegador na página (ou páginas: 1 por separador) que quer mostrar ou utilizar, tenha abertos outros documentos ou software que vai utilizar na aula.
– Faça testes ao microfone. Experimente gravar uns segundos com tudo pronto para evitar falhas de última hora.
– Escreva o texto que vai dizer, num estilo informal, próximo do discurso oral e tenha-o impresso junto de si.
– Desligue todas as fontes de ruído próximas de si e se puder use headphones com microfone incorporado em vez do microfone e colunas do sistema. Lembre-se de que o microfone do sistema capta todos os sons e ruídos próximos, incluindo o da ventilação do computador e o clique das teclas.

Gravar uma “lição” em vídeo!

OBS

Dito assim, parece muito Skineriano, mas, por vezes, precisamos de explicar conceitos, algoritmos, práticas… Tantas coisas! e podemos fazê-lo de uma forma meramente expositiva, unipessoal e unimediática ou mais complexa e multimediática. Também podemos fazer ao contrário. Inverter a ordem das coisas e a responsabilidade, mas isso vem sempre depois. Então, vamos lá ver como é que podemos gravar um vídeo-aula usando a nossa voz como guia e apresentar diferentes fontes de uma vez só. Não é preciso um estúdio de TV mas podemos assegurar que o que se segue está lá perto. Para já, não nos aventuramos em emissões online, via Youtube, por exemplo, mas podíamos.

Precisamos de software que reúna diferentes fontes e combine (misture) tudo num único ficheiro de vídeo. Certo?

Ok. Temos duas boas opções:
1 – OBS Studio (Open Broadcaster Software), para Windows, Linux, ou OS), totalmente em Português e quase sem limitações. Vídeo exportado em formato MKV.
2 – XSplit Broadcaster, para Windows, em Português, versão gratuita com algumas restrições, mas poderoso e fácil de utilizar.


Logótippo OBS Studio

1 – OBS Studio

O OBS Studio é complemente gratuito e bastante bem documentado em Português. O interface é simples e intuitivo, como podemos observar na imagem seguinte.

Interface do OBS Studio, pronto para gravar uma aula com múltiplas fontes.

No exemplo acima ilustrado, usamos quatro fontes de imagem: 1 câmara Web (USB), uma pasta com imagens (Slideshow), uma apresentação eletrónica (PowerPoint) e um navegador Web (Browser) e uma fonte de áudio, ou seja o microfone. Iniciamos a gravação e vamos descrevendo, explicando, falando sobre a fonte que está em previsualização. Com um clique mudamos de canal de input (fonte) e o software encarrega-se do resto. Terminada a gravação, podemos editá-la num editor de vídeo ou publicá-la como está. Veja o vídeo de exemplo.

Este é um exemplo de broadcast gravado no OBS. Foi editado posteriormente, adicionado texto e som. Removida voz off.

URL: https://obsproject.com/


Splash Screen do XSplit

2 – XSplit Broadcaster

O XSplit Broadcaster é quase fantástico. Bem só não é porque a versão gratuita está limitada a quatro fontes de imagem e pergunta constantemente se queremos fazer o upgrade. Não, obrigado ($$$). Assim está muito bom. Mas, se tiver orçamento, não hesite. O XSplit Broadcaster faz tudo bem feito e não fica nada atrás do OBS. Vantagem: grava logo em MP4. E, claro, como todo o software de broadcasting (transmissão) pode fazer streeming para a web (Youtube) ou para a rede LAN. Mas, aqui interessa-nos gravar uma lição, apresentação, explicação ou lá o que seja.

Interface do XSplit, visualizando-se ao centro a fonte de imagem ativa.

Utilizar o XSplit é simples: escolha as fontes (convém iniciar os programas antes desta ação), inicie a gravação, vá alternando entre fontes enquanto fala para o microfone. Termine a gravação e… zás! Pronto. Veja o modestíssimo exemplo.

Gravado com XSplit Broadcaster. Editado posteriomente. Adicionado texto, som de fundo. Removida voz off.

URL: https://www.xsplit.com/pt-br/


Em ambos os exemplos, alternamos as fontes: projeção de uma apresentação, captura da janela de uma aplicação, utilização de um browser e de uma câmara web. A simplicidade da interface e a forma intuitiva de interação tornam qualquer deles adequados a criação de conteúdos mais ricos e mais completos.

Sugestão A: Utilize para gravar uma aula planeada. Mostre-se, de quando em vez, mas deixe a sua voz sob o vídeo sempre que possa. Pode usar como fonte imagens estáticas ou colhidas em tempo real de uma câmara web, pode capturar uma parte do ecrã ou toda a janela de uma aplicação ou uma apresentação eltrónica.

Sugestão B: Pense em propor aos seus alunos que apresentem os trabalhos deles usando um destes programas gratuitos. O OBS, por exemplo, nem precisa de instalação, basta descompactar para o disco interno ou USB! Gravam em vídeo, disponibilizam num espaço acessível (no Youtube se já tiverem idade permitida para criar conta) e vai ver o salto qualitativo que as suas aulas vão dar!

Dica: Pode editar os vídeos, fazer cortes, adicionar texto, som, efeitos e dar-lhes um acabamento final com software gratuito. Como exemplo deixamos três dicas:
ShotCut (https://shotcut.org/ ) – interface em Português;
OpenShot (https://www.openshot.org/pt/ ) – interface em Português;
Olive (https://www.olivevideoeditor.org/) – interface em Inglês.

Como avaliar um mapa de conceitos?

Mapas
Mapas
Mapas de Conceitos

Avaliar conhecimentos através da análise de mapas de conceitos ou de mapas mentais não é propriamente a tarefa mais linear, mas é uma tarefa desafiante e enriquecedora.

Comece por colocar as suas próprias questões acerca do mapa mental. Seria bom que o fizesse mesmo antes de iniciar a sua construção. Contudo, atendendo à flexibilidade de construção que a maioria das ferramentas apresenta, se tiver colocado alguma ideia descontextualizada no mapa, poderá reorganizá-la a qualquer altura.

Questões pertinentes

  • A que público se dirige o mapa mental e que informação é necessário dar-lhe? Que implicações decorrem da forma como a informação é apresentada no mapa?
  • Os temas e subtemas estão bem organizados e agrupados logicamente? Imagine que nunca viu um mapa mental. Será que o mapa permite compreender a mensagem que pretende comunicar?
  • Foque-se nos primeiros tópicos do nível superior do mapa mental. Há um fluxo lógico a partir do topo central, desenvolvendo-se no sentido dos ponteiros do relógio, desenhando um percurso em forma de círculo?
Mapa mental
Organização dos conceitos num mapa cognitivo.

Apesar da lógica de desenvolvimento dos tópicos A, B e C, Os subtópicos An não estão organizados de forma lógica. O mapa deve ler-se no sentido dos ponteiros do relógio!

  • Analise cada ramo do seu mapa e interrogue-se: Este ramo está completo ou precisa de subtópicos adicionais para ficar mais completo? O que é que falta acrescentar? O que é que soa a estranho e deve ser removido? O que é que precisa de ser clarificado?
  • Serão necessárias imagens, símbolos ou ícones para que o mapa mental ganhe significado e seja mais bem contextualizado?
  • Os ícones e símbolos estão utilizados de forma consistente, legendados de forma a ajudar a entender o que significam?

Os símbolos são convenções e podem não significar o mesmo para todos. Se usar símbolos, certifique-se que não criam equívocos ou que a sua convenção é reconhecida e aceite.

  • Que recursos externos (ficheiros, pastas, links, mensagens) poderiam ser usados? Como poderiam ser acedidos a partir do mapa?

Na generalidade dos editores de mapas mentais é possível ligar ficheiros externos.

  • Qual é a extensão do texto dos tópicos? Se tiver muito texto num tópico, pode considerar a utilização de um ficheiro externo e apresentar esse tópico apenas com uma expressão ligada ao recurso externo.
  • O que é que quer enfatizar no mapa? O que é que quer que seja observado em primeiro lugar? Considere utilizar cores para definir agrupamentos de temas e subtemas para lhes conferir ênfase visual.
Mapa Mental
Mapa mental organizado logicamente, utilizando cores para agrupar conceitos derivados.
  • Se puder, afaste-se por algum tempo do seu mapa antes de o concluir. Depois volte a editá-lo. Se conseguir melhorá-lo significativamente, faça-o, senão considere-o concluído. O tempo ajuda a modificar a perceção de conceitos. Quando voltar, terá que reconstruir mentalmente todos os conceitos mapeados. Esse exercício ajudará a avaliar o mapa.

Veja algumas propostas de rubricas para avaliar mapas de conceitos ou mapas mentais no artigo “Rubricas Para Avaliar Mapas Mentais”

Rubricas para avaliar Mapas Mentais

Mapas
Mapas

A avaliação de mapas mentais ou de mapas de conceitos (também mapas cognitivos, mapas conceptuais), pode beneficiar da aplicação de técnicas baseadas em rubricas. Abaixo, propomos diferentes soluções. Inspire-se!

Duas propostas para uma avaliação holística de Mapas Mentais

Uma rubrica é um documento que articula as expectativas de resultado de um trabalho, enumerando os critérios de cada dimensão a analisar, ou seja, o que é mais importante em cada dimensão, e a descrição dos níveis de qualidade ordenados de excelente a fraco. Este tipo de instrumento de análise e avaliação adequa-se bastante bem à avaliação dos mapas mentais. De seguida, apresentam-se duas propostas de avaliação, considerando dimensões holísticas distintas. É óbvio que a temática não se esgota nestas propostas, podendo aceitar-se a construção de outras grelhas ou da combinação destas.

1. Dimensões: Abrangência, Organização e Correção

Rubrica adaptada de Mary Besterfield-Sacre et al. (2004) e de Robbie O’Connor (2011)

Loops de feedback são entendidos como laços que ligam conceitos posteriores a conceitos prévios no mesmo tópico ou subtópico

2. Dimensões: Estrutura, Exploração, Comunicação, Ligações e Amplitude
Esta proposta atenta mais no aspeto formal do mapa mental do que o modelo anterior. No entanto, agrega os mesmos itens.

Rubrica baseada em Jane Witte (2008).

Uma proposta de avaliação métrica tradicional de Mapas Mentais

Este “tipo” de avaliação pode ser útil para a familiarização com as técnicas de criação de mapas mentais, principalmente para os mais inexperientes.

Traduzido e adaptado de ALTEC (2007).

ALTEC. (2007). Making a Map: Mind Map Rubric. Rubistar. http://rubistar.4teachers.org
Besterfield-Sacre, M., Gerchak, J., Lyons, M., Shuman, L. J., & Wolfe, H. (2004). Scoring Concept Maps: An Integrated Rubric for Assessing Engineering Education. Journal of Engineering Education, 93(2), 105-115.
Frey, C. (2011). 10 questions to assess the quality of your mind maps [Web log post]. http://mindmappingsoftwareblog.com/10-questions-to-assess-your-mind-maps/
O’Connor, R. (2011). The use of mind maps as an assessment tool. Paper presented at the International Conference on Engaging Pedagogy 2011 (ICEP11) NCI, Dublin, Ireland, December 16, 2011, Dublin.
Witte, J. (2008). Food for Life (2nd Ed.). Ontario: McGraw-Hill Ryerson.

Este artigo é complementado pelo artigo “Como Avaliar um Mapa de Conceitos?”